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Resenha: Quando Tudo Volta - John Corey Whaley - Novo Conceito.


Sinopse: 
Uma morte por overdose. Um fanático estudioso da Bíblia. Um pássaro lendário. Pesadelos com zumbis. Coisas tão diferentes podem habitar a vida de uma única pessoa? Cullen Witter leva uma vida sem graça. Trabalha em uma lanchonete, tenta compreender as garotas e não é lá muito sociável. Seu irmão, Gabriel, de 15 anos, costuma ser o centro das atenções por onde passa. Mas Cullen não tem ciúmes dele. Na verdade, ele é o seu maior admirador. O desaparecimento (ou fuga?) de Gabriel fica em segundo plano diante da nova mania da cidade: o pica-pau Lázaro, que todos pensavam estar extinto e que resolveu, aparentemente, ressuscitar por aquelas bandas. Em meio a uma cidade eufórica por causa de um pássaro que talvez nem exista de verdade, Cullen sofre com a falta do irmão e deseja, mais que tudo, que os seus sonhos se tornem realidade. E bem rápido.




Minha opinião: 

Quando Tudo Volta é um livro maravilhoso. Gostei da escrita, da capa, dos personagens e até mesmo dos acontecimentos. Como a sinopse mesmo diz o livro abriga temas como overdose, fanatismo religioso e um pássaro lendário- entre outras coisas. A parte do fanatismo foi a que mais gostei, talvez por saber muito pouco e ver como funciona. É engraçado como o homem se apega a algo maior, seja ele de qual religião for, sempre acreditam em um bem maior. Acho isso admirável, mas o mesmo tempo, não. Cullen tenta seguir sua vida com o desaparecimento- ou será fuga- de seu irmão mais novo, mas seu amigo Lucas não desiste e sempre tenta achar suspeitos. Cullen passa por alguns relacionamentos e confesso, dei algumas risadas nessa parte, mas também tive vontade de socar certa personagem. Nosso querido Cullen vire e reto tem pesadelos com zumbis, confesso que me identifiquei com ele nessas partes. Afinal, quem nunca sonhou com esses errantes comedores de cérebros? (Se você não sonhou, não tem problema, é até melhor não ter sonhado)

“Você veio nos pegar. Todas as coisas se vão, todas as coisas se vão. Para nos recriar. Todas as coisas crescem, todas as coisas crescem. Tínhamos nosso modo de pensar. Todas as coisas sabem, todas as coisas sabem. Você teve que encontrar. Todas as coisas se vão, todas as coisas se vão.”


(Essa citação acima é de uma música que Gabriel anotou em um pedaço de papel, foi algo que me chocou e me fez pensar bastante) 

John Corey Whaley conseguiu mostrar coisas bem reais que podem ser notadas em nosso cotidiano, como mortes por overdose, pessoas buscando algo que não necessita ser buscado, fanatismo religioso e entre outras coisas. Eu vejo muito isso, entretanto, nunca havia refletido- essa é a palavra certa- sobre isso. Lendo o livro pude conviver um pouco com essas coisas e também consegui sentir um pouco, coloquei-me no lugar dos personagens. John poderia ter se aprofundado mais e ter colocado mais detalhes, mas tudo bem, o livro ficou ótimo e eu adorei! O livro foi-se passando e eu estava nos três últimos capítulos, até que tudo se esclareceu!


Acho que os três últimos capítulos foram os que eu mais me dediquei a ler, no fim, eu tive um gostinho de quero mais, coisa que pensei que eu não teria. Um pensamento que fiquei após terminar esse livro foi de que tudo volta, nem sempre da maneira que esperamos, mas volta, também não é no tempo que esperamos, mas volta! E aqui eu termino minha resenha dando 4 estrelas ao livro. Eu gostei muito do enredo e da narrativa, porém acho que o autor poderia ter aproveitado mais o que ele tinha em mãos, narrar um pouco mais os fatos e acrescentar detalhes que fariam qualquer leitor cobiçar o livro ainda mais. É isso, espero que tenham gostado da resenha, e caso tenha lido o livro, deixe-me um comentário dizendo o que achou.


Beatriz Cerone

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A máquina de contar histórias – Mauricio Gomyde – Novo_Conceito

Oi gente! Esse livro do Mauricio eu estava louca para ler depois que a Re disse que o livro era bom! Fora que só de ler a sinopse eu já quis ter o livro em minhas mãos e devorar... Comprei na Bienal e autografado! Li em um dia.

Sinopse: Na noite em que o escritor best-seller Vinícius Becker lançou A Máquina de Contar Histórias, o novo romance e livro mais aguardado do ano, sua esposa Viviana faleceu sozinha num quarto de hospital. Odiado em casa por tantas ausências para cuidar da carreira literária, ele vê o chão se abrir sob seus pés. Sem o grande amor da sua vida, sem o carinho das filhas, sem amigos... O lugar pelo qual ele tanto lutou revela-se aquele em que nunca desejou estar. Vinícius teve o mundo nas mãos, e agora, sozinho, precisa se reinventar para reconquistar o amor das filhas e seu espaço no coração da família V. Uma história emocionante, cheia de significados entrelaçados pela literatura, mostrando que o amor de um pai, por mais dura que seja a situação, nunca morre nem se perde.

Minha opinião: Eu adoro livros sobre pais e filhos, sempre me emocionei e onde tem essas histórias que comovem, estou logo atrás lendo.

O livro tem menos de 200 páginas e conta a história de um escritor chamado Vinicius que dedica sua vida a escrever livros e esquece completamente que tem uma mulher doente e duas filhas desesperadas por estarem perdendo a mãe e sem um pai presente. Vinicius vive seu mundinho fictício, esquecendo sua própria família e não está em casa quando a mulher falece, assim suas filhas o desprezam por sempre pensar em sua carreira e esquecer de todo o resto.

Emocionei-me bastante com o livro e claro que odiei o Vinicius nas primeiras páginas do livro, aliás, desde antes de ler o livro já o odiava. Vinicius tem duas filhas, Vida e Valentina, e essas nutrem o ódio pelo pai, Vinicius precisa resgatar o amor das duas, será que ele vai conseguir?

Valentina é a adolescente e Vida tem apenas cinco anos, as duas praticamente odeiam o pai, mas por Vida ter apenas cinco anos, as coisas são mais fáceis, mas Valentina é a adolescente que ficou com a sua mãe, segurando sua mão até o final... E é essa a imagem que ela tem, de uma mãe sem marido. O que fazer para Valentina voltar a tratar Vinicius como pai?

É como eu sempre digo, que ou pode ser tarde demais e nunca mais acontecer, ou correr atrás do tempo perdido, que não será mais a mesma coisa, mas... Tem que valer a pena.

O livro é uma reflexão e em algumas partes até engraçado, mas o se tira do livro é a reflexão dele.

Mauricio Gomyde é autor de mais dois livros e esse foi o meu primeiro contato com ele e com certeza vou querer ler os outros.

A diagramação do livro é ótima e a história é super rápida.

Recomendo pra quem gosta de refletir sobre as histórias ou para quem gosta de tirar uma lição de cada livro que lê.

Vale muito a pena.

O meu livro está autografado, pois encontrei com o autor na Bienal e fiquei muito feliz, pois ele é um amor.




Até a próxima.

Eunice Ely

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Resenha: Se eu ficar - Gayle Forman - @Novo_Conceito

Oi gente! Hoje vou falar de um livro que eu estava louca pra ler há muito tempo, desde quando o livro era de outra editora, mas acabou passando o tempo e não o li.


Eis que a Novo Conceito decidiu relançar o livro e eu adorei a ideia e comprei o livro. Fui à livraria e fiz o vendedor ir ao estoque retirar de uma caixa, pois o livro tinha acabado de chegar.

Sinopse: Depois do acidente, ela ainda consegue ouvir a música. Ela vê o seu corpo sendo tirado dos destroços do carro de seus pais – mas não sente nada. Tudo o que ela pode fazer é assistir ao esforço dos médicos para salvar sua vida, enquanto seus amigos e parentes aguardam na sala de espera... e o seu amor luta para ficar perto dela. Pelas próximas 24 horas, Mia precisa compreender o que aconteceu antes do acidente – e também o que aconteceu depois. Ela sabe que precisa fazer a escolha mais difícil de todas. 

Minha opinião: Mia sofre um acidente e entra em coma, mas continua vendo tudo que acontece na sua vida, Mia não morreu, mas precisa enxergar as coisas de outro modo para tomar a decisão mais difícil de todas que já precisou um sequer pensar. Mia é musicista, namora um cara de uma banda, sua família é perfeita e tudo que uma pessoa pode querer na vida Mia tem, além de sua melhor amiga Kim, que é um amor, a melhor amiga que qualquer um gostaria de ter. O que o livro sugere em sua história é que o que vai ser de Mia depois do acidente, vale a pena continuar vivendo ou apenas ir embora desse mundo e deixar tudo pra trás. Claro que de uma forma diferente, mais doce, porque o livro não é contado pela Eunice(A Eunice não é doce).

A história tem menos de 200 páginas, pois o restante do livro tem uma entrevista com os protagonistas do filme e um capitulo do próximo livro. Próximo livro? Pois é! Temos um próximo livro e não sei se eu posso contar mais algumas coisas, mas vou deixar para vocês descobrirem ao ler o livro. EU particularmente esperava que o livro fosse mais bonito, que me fizesse chorar, pois quem recebeu os kits do livro veio um lencinho e eu não chorei e fiquei muito triste com isso. Não vou fizer que o livro é ruim, claro que não! Ele está longe de ser ruim, mas ele não me emocionou do jeito que emocionou outros leitores.

Pra mim, Mia não tem nada de interessante e chegou até a ser uma garota sem sal nem açúcar em algumas partes. Sobre o Adam, bom, Adam já me animou de uma forma diferente e a história ficou melhor com ele, mas mesmo assim... Faltou um acontecimento mais forte... o.O

Gostei bastante de algumas partes como a da Kim no hospital conversando com a Mia, essa parte achei triste e tal... Mas não foi uma cena diferencial na minha humilde opinião.

Gayle Forman escreve muito bem, realmente nos prende atenção, a escrita é fácil e flui MUITO bem, a diagramação do livro é perfeita e linda!

O melhor de tudo é que vai virar filme e eu quero muito ver, e já vai estreiar em Setembro! Então quem quiser conferir o trailer vou deixar aqui embaixo.


E mais uma coisa, a Re já resenhou o livro em Maio de 2012 e quem quiser ler a resenha vou deixar o link abaixo.


Só mais uma coisinha, a Editora Novo Conceito vai lançar a continuação do livro, Para onde ela foi, e lança agora em Agosto!

Vou deixar o link para a Sinopse para não deixar nenhum spoiler por aqui.


Vou dar 3 estrelinhas, ou seja, o livro é bom e eu recomendo você a ler e a ler a continuação também, porque eu vou querer ler!!!


Eunice Ely

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Resenha: O Começo de Tudo - Robyn Schneider - Novo Conceito.


Sinopse: O garoto de ouro Ezra Faulkner acredita que todo mundo tem uma tragédia esperando ali na esquina – um encontro fatal depois do qual tudo o que realmente importa vai acontecer. Sua tragédia particular esperou até que ele estivesse preparado para perder tudo de uma vez: em uma noite espetacular, um motorista imprudente acabou com a perna de Ezra, com sua carreira no esporte e com sua vida social. Depois que perdeu o favoritismo ao posto de rei do baile, Ezra agora almoça na mesa dos losers, onde conhece Cassidy Thorpe. Cassidy é diferente de qualquer pessoa que Ezra tenha encontrado antes – melancólica e com uma inteligência mordaz. Juntos, Ezra e Cassidy descobrem flash mobs, tesouros enterrados e um poodle que talvez seja a reencarnação do Grande Gatsby. À medida que Ezra mergulha nos novos estudos, nas novas amizades e no novo amor, aprende que algumas pessoas, assim como os livros, são difíceis de interpretar. Agora, ele precisa considerar: se uma tragédia já o atingiu, o que poderá acontecer se houver mais infortúnios? O Começo de Tudo é um livro poético, inteligente e de cortar o coração sobre a dificuldade de ser o que as pessoas esperam, e sobre começos que podem nascer de finais trágicos. 



Eu gostei tanto das citações de referencia que a Robyn usa nos livros, que vou colocar uma logo no começo da minha resenha e a outra no final. 



Eu me apaixonei por sua coragem, sua sinceridade e seu flamejante autorrespeito. E é  nessas coisas que eu acredito, mesmo que o mundo inteiro mergulhasse em uma suspeita selvagem de que ela não era tudo que deveria ser...
 Eu a amo, e isso é o começo de tudo. – F. Scott Fitzgerald



Minha Opinião: Bom, confesso que eu imaginava que a história seria completamente diferente do que realmente é. Vou começar falando da capa, acho muito legal capas nesse estilo e como fã assídua de laranja, fiquei mega feliz que a cor escolhida para a montanha russa fosse essa. Conforme você lê o livro, vai notando a referência sobre a montanha russa, então não vou me aprofundar mais sobre ela, para não estragar as surpresas. A Narrativa do livro é mega gostosa e ele está recheado de referências sobre Harry Potter, eu como fã gostei bastante. Robyn tem um jeito de conversar com você através do Ezra e eu admiro muito autores que tem essa capacidade de manusear a escrita, então tudo isso colaborou para que o livro tivesse uma fluência boa e que fosse fácil se conectar com o personagem. 



"Ás vezes acho que uma tragédia vive à espreita de todo mundo; por isso, as pessoas que vão comprar leite na esquina ou que cutucam o nariz enquanto aguardam o sinal abrir estão apenas a alguns minutos de um desastre. Na vida de todos, não importa quão comum seja, existe um momento que se tornará extraordinário -  um único embate após o qual tudo o que realmente é importante vai acontecer."




Ezra é tudo aquilo que chama a atenção nas populares garotas americanas; capitão do time de tênis e do conselho estudantil, bonitão e irresistivelmente popular. Ele vivia uma vida que considerava perfeita; tinha popularidade, muitos amigos, beleza e uma namorada líder de torcida. Ele vê sua vida mudar quando em uma festa, descobre a traição da sua até então "perfeita" namorada, ao sair desnorteado da festa ele acaba sofrendo um acidente, no qual teve danos irreversíveis em seu joelho. Ezra sofreu então uma enorme reviravolta em sua vida, seus dias na quadra de tênis chegaram ao fim e ele já não se encaixava no seu habitual ciclo social na escola. Tudo parecia estar desmoronando, a volta as aulas acabara se tornando um dos seus piores momentos e ele imaginou que estaria sozinho nessa, afinal seus tão "amados" amigos não se deram ao menos o trabalho de ir visitá-lo no hospital. Porem tudo muda, seu melhor amigo de infância e líder do clube de debate retorna a sua vida e lhe oferece amizade e um lugar onde ele poderia se encaixar ao mesmo tempo que uma garota misteriosa chamada Cassidy Thorpe aparece em sua vida. Robyn nos mostra exatamente como Ezra se sente e nos coloca do outro lado da vida nos fazendo refletir sobre nossos limites e sobre pessoas especiais que fazem a diferença na nossa vida de uma hora pra outra. 



"Era Frustante ficar ali ouvindo conversas, em sua maioria de fofocas e piadas sem graça feitas à custa de alguém, me contendo para não fazer nenhuma obervação inteligente e fingindo que me divertia. Era como se eu tivesse saído para uma aventura épica, perseguindo os fogos de artificio e enterrando o tesouro, dançando a musica que apenas eu podia ouvir e voltasse apenas para saber que nada havia mudado, exceto para mim."



Termino então a minha resenha dando para o livro quatro estrelas, apesar da ótima narrativa e da leitura com fluência fácil, eu não gostei muito da forma que o livro acabou, mas ai é a minha opinião, vocês podem gostar bastante do final do livro assim como alguns amigos meus que leram acabaram gostando. Se possível dêem uma chance para o Ezra e para a Robyn, vale a pena dar uma boa conferida no livro!  Como prometido, vou postar aqui embaixo a segunda citação de referência - a qual eu me apaixonei. 


"O mundo quebra todo mundo, e, posteriormente, alguns ficam mais fortes nos lugares quebrados." - Ernest Hermingway






Jackie Cerone
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Resenha: Fênix: A Ilha - John Dixon - Novo Conceito.


Fênix: A Ilha 


Sinopse:  Sem telefone. Sem sms. Sem e-mail. Sem TV. Sem internet. Sem saída. Bem-vindo a Fênix: A Ilha. Na teoria, ela é um campo de treinamento para adolescentes problemáticos. Porém, os segredos da ilha e sua floresta são tão vastos quanto mortais. Carl Freeman sempre defendeu os excluídos e sempre enfrentou, com boa vontade, os valentões. Mas o que acontece quando você é o excluído e o poder está com aqueles que são perversos?



Minha Opinião:  Como falar de Fênix A Ilha? Irei começar pela capa. De primeira, sem olhar a parte traseira do livro eu podia jurar que se falava sobre um náufrago. E uma imagem que passou pela minha cabeça foi uma jangada- previsível, não?-, Depois que eu li a sinopse fiquei um pouco mais curiosa. O livro retrata a vida de Carl Freeman, um garoto que sempre defendeu os oprimidos, mas com o passar do tempo. Precisou ser punido. E seu castigo foi passar em um campo de treinamento até a maioridade. Porém, vários acontecimentos tornam sua estádia cada vez mais insuportável e misteriosa.

A vida do nosso querido Carl nem sempre havia sido difícil, ele tinha pais que o amavam muito, entretanto a morte levou aqueles que ele mais amava. Carl virou órfão e descobriu que ele podia apenas contar consigo mesmo, não havia ninguém para repartir seus segredos. O ódio consumia cada vez mais a paz de espirito do garoto, e seu comportamento agressivo apenas dificultou ainda mais. Em uma audiência com o juiz, viu toda a sua vida mudar. Como eu mencionei um pouco mais acima, Carl foi sentenciado. Seu contato com o resto do mundo foi cortado. Sem telefone. Sem SMS. Sem e-mail. Sem TV. Sem Internet. Sem saída. Embarcou para a tão “esperada” ilha Fênix. Assim que chegou foi apelidado de Hollywood e um dos sargentos Instrutores explicou como um individuo deveria ser tratado. Algumas partes do livro ficaram monótonas aos meus olhos, porém... Tudo isso passou e eu fiquei cada vez mais ansiosa. A narração foi me deliciando aos poucos, a narração é em terceira pessoa e eu acho que foi uma escolha muito importante. Imaginei cada detalhe do local, cada detalhe dos acontecimentos, o livro é rico em detalhes. Isso bastou para ganhar pontos comigo. Você vê que já passou das 200 páginas do livro e dá aquele aperto no coração. Fui lento aos poucos, me apegando aos poucos, e quando terminei olhei para o teto e fiquei pensando. O final é surpreende, vale muita a pena ler.


 O trecho ao baixo fui um dos que mais gostei:


“ Também amo a noite. – disse o homem, e Carl ouvi-o respirar profundamente mais uma vez. – A quietude, o mistério, o aguçamento dos sentidos. Os sons ressoando na escuridão, e as pontas dos dedos podem enxergar na cegueira da noite.”


Carl com certeza não conseguiu ficar muito tempo longe de encrenca. E obviamente se meteu com a pessoa errada. Parker é o Sargento Instrutor da Fase Azul, e também é o tormento do nosso herói. Não irei citar o que ele faz para não destruir a emoção. Só sei que em um desses momentos, eu simplesmente vibrei e comecei a torcer para o Carl quebrar a cara do Parker. E então... Será que Carl fez isso?


Minha resenha está quase no fim. Eu queria ter contado bem mais coisas, só que não gosto muito de dar spoiler - o povo me mata. O final é simplesmente surpreendente e um pouco... Inesperado. Acho que isso foi o que mais me agradou. Imaginei um final para o livro, e o John Dixon me mostrou que eu não sou a Raven da vida e colocou um enredo melhor do que eu esperava. Encerro minha resenha nesse momento dando ao livro 4 estrelas. É uma leitura agradável com uma leitura gostosa, os fatos te evolvem aos poucos, e uma hora ou outra você se cativa. Acho que é isso. Beijos!





Beatriz Cerone
4

Novidades de Agosto da Editora Novo Conceito

Gente, e esses lançamentos da Editora Novo Conceito de Agosto???? Quero todos!!!


Depois do acidente, ela ainda consegue ouvir a música. Ela vê o seu corpo sendo tirado dos destroços do carro de seus pais – mas não sente nada. Tudo o que ela pode fazer é assistir ao esforço dos médicos para salvar sua vida, enquanto seus amigos e parentes aguardam na sala de espera... e o seu amor luta para ficar perto dela. Pelas próximas 24 horas, Mia precisa compreender o que aconteceu antes do acidente – e também o que aconteceu depois. Ela sabe que precisa fazer a escolha mais difícil de todas.


VIRGINDADE. Bliss Edwards vai se formar na faculdade e ainda tem a sua. Chateada por ser a única virgem da turma, ela decide que o único jeito de lidar com o problema é perdê-lo da maneira mais rápida e simples possível com uma noite de sexo casual. Tudo se complica quando, usando a mais esfarrapada das desculpas, ela abandona um cara charmosíssimo em sua própria cama. Como se isso não fosse suficientemente embaraçoso, Bliss chega à faculdade para a primeira aula do último semestre e... adivinhe quem ela encontra?


No mundo de Tana existem cidades rodeadas por muros, são as Coldtowns. Nelas, monstros que vivem no isolamento e seres humanos ocupam o mesmo espaço, em um decadente e sangrento embate entre predadores e presas. Depois que você ultrapassa os portões de uma Coldtown, nunca mais consegue sair. Em uma manhã, depois de uma festa banal, Tana acorda rodeada por cadáveres. Os outros sobreviventes do massacre são o seu insuportavelmente doce ex-namorado que foi infectado e que, portanto, representa uma ameaça e um rapaz misterioso que carrega um segredo terrível. Atormentada e determinada, Tana entra em uma corrida contra o relógio para salvar o seu pequeno grupo com o único recurso que ela conhece: atravessando o coração perverso e luxuoso da própria Coldtown. A Menina Mais Fria de Coldtown, da aclamada Holly Black, é uma história única sobre fúria e vingança, culpa e horror, amor e ódio.


Ana decidiu viver permanentemente na Krósvia, e tudo está às mil maravilhas. Além do namoro cada vez mais sério com Alexander, ela tem um emprego fixo na embaixada brasileira e dedica parte de seu tempo às meninas do Lar Irmã Celeste. Mesmo cumprindo tantos compromissos sociais como princesa, Ana nunca foi tão feliz. Porém, de uma hora para outra, tudo muda. Seu pai, o rei Andrej Markov, sofre um grave acidente e vai parar na UTI. Não resta alternativa: Ana vai ter que assumir o trono da Krósvia e governar a nação. Pouco – ou quase nada – familiarizada com a função, ela vai precisar de ajuda não só para reger o seu país, mas também para manter perto de si aqueles que ama. Muita gente está interessada no seu fracasso.


Quando voltou das férias de verão, Cadu não imaginava a confusão em que a sua vida se transformaria. Era para ser um ano normal, mas ele entrou em uma enrascada e está correndo o risco de perder a amizade do cara mais legal do mundo. O que fazer quando a namorada do seu amigo vira uma obsessão para você? Os churrascos da turma da faculdade talvez ajudem a esquecer Juliana, e, se depender do esforço do divertido Caveira, não faltarão garotas gente boa para preencher o coração de Cadu. Mas não adianta forçar... Quem consegue mandar no coração? Alice, a irmã de Beto, é só mais uma das dores de cabeça que Cadu tem que enfrentar. A vida inventa cada cilada!


Meus dedos tocaram a selenita em meu colar. Tudo o que podia imaginar era que ele foi mandando comigo, como uma espécie de recordação, talvez por minha mãe, quando Pa Salt me adotou. Ele dissera, quando me deu o presente, que havia uma história interessante pode trás daquela joia... Ele esperava que eu perguntasse. E eu desejava com todo o coração, naquele momento, ter perguntado. Agora que Maia e suas irmãs perderam o pai, cada uma delas tem em suas mãos a decisão de buscar ou não a verdade sobre sua família biológica. Maia não resiste ao chamado do passado e é atraída até o Rio de Janeiro, onde, auxiliada pelo escritor Floriano, irá mergulhar em uma história quase centenária. Nos anos 20, uma paixão devastadora entre uma aristocrata brasileira e um escultor francês é sufocada pelas convenções sociais. Uma pequena placa de pedra-sabão eternizou o amor de Izabela e Laurent, selando o destino de Maia. A escritora best-seller Lucinda Riley mergulhou na cultura e na história do nosso país para conhecer de perto os mitos e verdades sobre a construção de um dos mais emblemáticos monumentos à nossa fé: o Cristo Redentor. O resultado dessa experiência é uma trama surpreendente e sensual, recheada de elementos exóticos. A partir do momento em que, junto com Maia, aterrissamos no Rio de Janeiro, não vamos nos separar dela enquanto não decifrarmos os segredos de seu passado. E esse é apenas o começo da viagem.








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Resenha: Dias melhores virão - Jennifer Weiner - @Novo_Conceito

Sinopse: A vida de quatro mulheres muito diferentes se entrelaçam de formas inesperadas neste novo romance da autora best-seller Jennifer Weiner. Cada mulher tem um problema: Jules Widgren, formanda de Princeton precisa de dinheiro para ajudar o pai dela a curar seu vício; A dona de casa Annie Barrow está desesperada para ficar financeiramente estável; India Bishop anseia por ter um filho, um desejo que sua enteada Bettina só pode considerar com profundo ceticismo até ela se encontrar em uma situação inesperada. Dramas interligados, concebidos para enredar o leitor e construir um best-seller.

Minha opinião: O livro tinha tudo para dar certo. Desde o titulo, a capa, até a história que é sobre Ruth que quando era pequena sofre um acidente de carro e os pais morrem e ela fica com cicatrizes. 

Meu estilo de livro, drama total, mas já comecei a me irritar quando percebi que estava na página 100 e o livro não andava, a história é maçante, a personagem é chata e acho que a única que eu gostei um pouquinho foi a avó dela, que desde o começo está ao seu lado.

Os casos de amor de Ruth são sem graça, sem nenhuma emoção, a sua vida profissional é chata, assim como nós sempre procurando achar o melhor, sempre em uma gangorra ganhando, perdendo, ganhando, perdendo... mas, qual a novidade? 


" - Se você der um peixe para um homem um dia, nesse dia ele come - anunciou. - Se você ensinar o homem a pescar, ele come a vida inteira."


Acredito que quem consegue se concentrar muito e ter bastante paciência, pode vir a gostar da personagem e é claro do livro, mas eu achei bem cansativo.

Já li outro livro da Jennifer Weiner, chamado "Em seu lugar" e embora a leitura seja maçante também, a história é envolvente e você com certeza vai querer chegar ao final.

Como eu gostei do livro Em seu lugar e não gostei desse. Provavelmente vou dar mais uma chance para a escritora.

Tem também o livro Bom de cama que eu estou com vontade de ler e a Renata me emprestou, quem sabe leio esse?

A resenha ficou bem curta, pois não tenho realmente muito o que falar, dessas 400 páginas.


Eunice Ely








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Resenha: Adeus a Inocência – Drusilla Campbell - @Novo_conceito

Sinopse: Madora tinha 17 anos quando Willis a “resgatou”. Distante da família e dos amigos, eles fugiram juntos e, por cinco anos, viveram sozinhos, em quase total isolamento, no meio do deserto da Califórnia. Até que ele sequestrou e aprisionou uma adolescente, não muito diferente do que Madora mesmo era, há alguns anos... Então, quando todas as crenças e esperanças de Madora pareciam sem sentido — e o pavor de estar vivendo ao lado de um maníaco começava a fazê-la acordar —, Django, um garoto solitário, que não tinha mais nada a perder depois da morte trágica de seus pais, entrou em sua vida para trazê-la de volta à realidade. Quem sabe, juntos, Django, Madora e seu cachorro Foo consigam vislumbrar alguma cor por trás do vasto deserto que ajudou a apagar suas vidas?

Minha opinião: Eu comecei esse livro e li até a página 55, aí passei um tempo sem ler e voltei a minha leitura tudo de novo e li de novo até a página 55, e na mesma página me deu sono, mas no outro dia dei uma avançada na leitura e o livro me prendeu. Fiquei curiosa com a história de Madora, de Django e de Linda também... Queria saber logo o final de tudo, porque o livro do meio para o fim fica um suspense razoável, mas, a história não flui e depois fica cansativa de novo.

Madora é uma adolescente de 17 anos cheia de problemas, vive com as pessoas erradas e um dia toma uma droga e passa muito mal, nesse dia ela conhece Willis, um cara que promete cuidar dela. Willis sabe jogar com a cabeça de Madora, e ela é levada por ele, e acredita em tudo que ele fala, e mesmo que pense o contrário, Madora se martiriza pensando que está indo contra os pensamentos de Willis. Ao longo do livro também temos Django, que perde os pais e que fica a mercê de pessoas que não é acostumado, ele tem apenas 12 anos e precisa aprender a viver a sua nova vida. Acontece que a vida de Madora e Django acabam se cruzando e é aí que a história começa enfim a acontecer.

“Você é como um pequeno fantoche, não é, Madora, fazendo tudo o que Willis quer que você faça?”

Como todo mundo sabe, odeio personagens tapados, e Madora ganha em disparada, com a sua bondade toda. Já é um ponto negativo, mas é do começo ao fim. Gostei de Django, um ponto positivo para o livro, mas ele não conseguiu salvar a história inteira. Willis é um personagem que eu quis entrar na história e arrancar as veias do pescoço dele com as minhas próprias mãos, porque homens assim merecem isso.

A narrativa é densa do começo ao fim, em alguns pontos teve uma melhora, mas mesmo assim, acho que a história tinha tudo para levar cinco estrelas por nos prender do começo ao fim e infelizmente isso não aconteceu. A capa é muito bonita, assim como todas na Novo Conceito e a diagramação ótima também.

"Ela queria esbofetear Linda por fazer infeliz aquele homem bom, por ser estúpida demais para perceber que, sem ele, ela estaria morta em algum lugar."

Bom, acredito que nem todo mundo vai desgostar do livro, eu realmente indico para quem gostar da sinopse ler o livro, porque ele não é todo ruim... Eu não gostei, mas acredito que o livro irá dividir o público e alguns com certeza irão gostar.

Eu darei nota 3 ao livro por simplesmente achar que faltou um pouco mais de “movimentação” ao livro, que o final deixou um pouco a desejar e que a história deveria ter sido mais proveitosa. A autora do livro já escreveu mais de 16 romances e acredito que leria outros livros dela se fossem lançados no Brasil. Com certeza daria mais uma chance.

Eunice Ely

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Resenha: Quando eu era Joe - Livro 1 - Keren David - @Novo_conceito

Sinopse: Imagine o que é perder, em uma única noite, sua casa, seus amigos, Como é possível viver mentindo sobre todas as coisas? Sua escola e até mesmo o seu nome. Aos 14 anos, Ty presencia um crime bárbaro num parque de Londres. A partir desse momento, tudo muda para ele: a polícia o inclui no programa de proteção à testemunha, e Ty é obrigado a assumir uma vida diferente, em outra cidade. O menino ingênuo, tímido, que costumava ser a sombra do amigo Arron, matricula-se na nova escola como Joe... E Joe não poderia ser mais diferente de Ty: faz sucesso com as meninas, torna-se um corredor famoso... Joe é tão popular que acaba incomodando os encrenqueiros da escola. Ser Joe é bem melhor do que ser Ty. Mas, logo agora, quando ele finalmente parece ter se encaixado no mundo, os atentados e ameaças de morte contra sua família o obrigam a viver no anonimato, em fuga constante e sob a pressão de prestar depoimentos sobre uma noite que ele gostaria de esquecer. Um livro – de tirar o fôlego! – sobre coragem e sobre o peso das consequências do que fazemos.

Minha opinião: Ainda não sei muito bem o que escrever pois ainda estou abismada com o final! A história tinha começado a ficar legal mais uma vez, porque o livro inteiro é uma montanha-russa, o começo é muito bom, mas a história acaba se perdendo, ai você insiste para ver se a história melhora e ela realmente melhora. No final o que acontece? Quando o livro parece que vai superar tudo e ficar muito muito muito bom, acaba!!!!

"Tem muita coisa que ele não está me dizendo. Mas será que ele tem ideia de quanto eu não estou dizendo?"

Ty é um garoto de 14 anos que vê um assassinato e é obrigado a mudar de vida, de amigos, de nome, de personalidade, estilo, tudo... Sua mãe o acompanha, mas está tão perdida quanto. Agora ele é Joe e tudo na sua vida está de cabeça para baixo. Tem que frequentar uma escola nova, quase no final do ano, e ainda sente medo de tudo o que viu e medo de pessoas erradas o encontrarem.

O livro é juvenil e embora eu goste bastante desse estilo, não gosto que contenha continuações, gosto que a história termine ali. Não senti muita vontade de ler o segundo, aliás, senti curiosidade de saber o que vai acontecer, mas se for demorar como esse, prefiro não ler.

Eu adorei as mudanças de Ty quando ele se tornou Joe e de tudo o que aconteceu na sua vida e de seu amadurecimento, sua mãe que precisava de um pouco mais de entusiasmo talvez, gostei dos policiais e do pessoal da escola de Joe, mas acredito que a história poderia ter se desenvolvido de uma forma melhor.

A diagramação do livro é perfeita e eu adorei a capa(foi o que me chamou a atenção para eu ler), acredito que esse seria um Joe/Ty que eu imaginaria fácil fácil... rs

"Não sei se minha vida, acordado ou dormindo, algum dia voltará ao normal."

Gostei bastante da história da Ellie e da Claire e acredito que os personagens deram um toque melhor a história. Ellie é muito misteriosa e nos leva a ficar bem curiosos, mas quando o problema dela é desvendando, a autora correu com a história dela e não a tratou com tanto cuidado, ou com mais cuidado, acho que o certo era desenvolver mais a história.

Bom, recomendo o livro para quem gosta de trilogias, suspense, mistério e um toque de ação.


Eunice Ely
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Resenha: A Conspiração Dirk Pitt - Livro 21 - Editora Novo Conceito


Sinopse: Uma embarcação romana naufraga no século IV. Durante a Primeira Guerra Mundial, um navio inglês é destruído por uma bomba. Atualmente, no Oriente Médio, ícones da fé islâmica são bombardeados. E um misterioso pergaminho relacionado à vida particular de Jesus pode limitar o poder da Igreja Católica. Como eventos e fatos tão distantes podem ter alguma relação? O engenheiro naval Dirk Pitt (Diretor da NUMA – Agência Nacional Marítima e Subaquática) está acostumado a explorações subaquáticas — e a revelar mistérios indecifráveis — e parece ser a pessoa mais indicada para trazer a público o elo entre esses episódios tão incompatíveis. Mas a que custo? Uma aventura que mistura ficção e realidade em uma criação cheia de surpresas e mistério. Acompanhe o incansável herói Dirk Pitt em uma história em que arrepiantes artefatos religiosos, a CIA e o Mossad misturam-se às mais magníficas construções da arquitetura medieval.


Minha Opinião: Desde que eu li a sinopse do livro eu fiquei bastante intrigada, mas confesso que não colocava muita fé nesse livro, porem ele me surpreendeu de todas as maneiras possíveis e imagináveis de tão bom que ele vem a ser. Apesar dele ser o livro 21, você não precisa ter lido os outros livros para acompanhar essa trama, ela tem uma história única e faz com que você deseje comprar todos os outros livros do autor. Para começar uma das coisas que mais me encantou foi a capa, ela me lembrou HQs antigas e as letras envelhecidas me deram aquela impressão de jornais gastos, eu simplesmente amei. Confesso que quando terminei de ler o livro fiquei observando ela por tempinho e estou fazendo isso agora enquanto eu escrevo. Ela junta alguns pedaços do livro que eu não vou contar, vou deixar que vocês tenham sua própria análise dela quando terminarem de ler o livro.  A narrativa é maravilhosa, objetiva, direta e sem falhas, não é do tipo que você se perde e muito menos que dá voltas e enche a linguiça. Clive Cussler faz com que você entre de cabeça no seu universo e que se torne uma grande tortura sair dele. 


" - Sou um arqueólogo, não um assassino. 
- Você sabe o que fazer. Se vire. Você tem meu número. 
- Tenho. E você tem o meu? - Perguntou Bannister, levantando-se. - O número da minha conta em bermudas, quero dizer. 
- Tenho. - Resmungou Judkins - Agora dê o fora.
O chefe da segurança só abanou a cabeça quando Bannister curvou-se graciosamente, depois saiu do escritório como se fosse o dono do lugar." 




O livro tem como foco o Oriente médio e cita lugares maravilhosos como Istambul, Jerusalém, Turquia e outro mais. E para a minha felicidade, ele foca muito na arqueologia, que é minha paixão. Ele começa relatando o esforço de uma galera imperial para derrotar piratas saqueadores no ano de 327 d.C no mar mediterrâneo. E em seguida podemos acompanhar o grande naufrágio do grande HMS Hampshire um poderoso navio britânico em junho de 1916, parece meio desconexo não? Mas tudo se desenrola com um enorme propósito no seguimento da trama.  




"O HMS Hampshire continuava mantendo uma aparência impecável de novo, apesar de mais de uma década no mar e de sua participação recente na Batalha da Jutlândia. Um cruzador-couraçado de dez mil toneladas da classe Devonshire era um dos maiores navios da Marinha britânica. Equipado com uma duzia de grandes canhões de convés, era também uma das belonaves mais mortais." 


O livro foca em vários personagens, sendo assim escrito em vários capítulos (100 para ser mais exata). Para cada novo capítulo temos a visão de  cada um deles. A trama é dividida em 3 partes e em cada uma dela há um desfecho diferente. Temos como foco principal Dirk Pitty, um mergulhador excelente que faz parte da NUMA (National Underwater and Marine Agency). Dirk Pitty Jr (filho de Pitty) que também é um excelente mergulhador que oferece seus serviços e conhecimentos arqueólogos na ajuda de novas descobertas de naufrágios e artefatos arqueológicos submersos. Conhecemos o casal de irmão Maria e Celik, que querem a incansável busca de poder e para chegar no topo querem gerar a Revolta Fundamentalista para causar o caos no seu pais e assim chegar ao governo em uma grande posição, recuperando então a glória da família. Vemos a adorável Sophie, uma policial defensora de antiguidades e artefatos arqueológicos, que luta constantemente contra o tráfico de antiguidades e o comercio ilegal de artefatos. O trambiqueiro Bannister que viveu dias de glorias como arqueólogo, mas por um desfecho errado em uma das suas pesquisas perdeu seu glamour e toda a fama que possuía. O Gordo, um milionário obcecado por artefatos religiosos que segue em busca do Manifesto.  E por fim, vemos a bela Summer, irmã gêmea de Dirk e filha de Pitty, que após conhecer Julie Goodyear e se disponibilizar a ajudá-la na sua biografia sobre o Lorde Kitchener, faz uma grande descoberta que pode abalar a igreja católica e causar a ira do arcebispo. 


São tramas afastadas que resultam em um final surpreendentemente incrível e que de alguma maneira estão ligados aos primeiros eventos do livro. Vale a pena conferir e apreciar a maravilhosa escrita de Clive Cussler, se você assim como eu gostar de arqueologia, navios e um grande mistério, vai ser uma leitura maravilhosa. O livro mereceu minhas 5 estrelas e uma super recomendação, eu espero que tenham gostado da resenha e que deem uma conferida no livro, não vão se arrepender. 




Jackie Cerone