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18

Um dia - David Nicholls - Intrínseca

Sinopse: 

Dexter Mayhew e Emma Morley se conheceram em 1988. Ambos sabem que no dia seguinte, após a formatura na universidade, deverão trilhar caminhos diferentes. Mas, depois de apenas um dia juntos, não conseguem parar de pensar um no outro.
Os anos se passam e Dex e Em levam vidas isoladas - vidas muito diferentes daquelas que eles sonhavam ter. Porém, incapazes de esquecer o sentimento muito especial que os arrebatou naquela primeira noite, surge uma extraordinária relação entre os dois.
Ao longo dos vinte anos seguintes, flashes do relacionamento deles são narrados, um por ano, todos no mesmo dia: 15 de julho. Dexter e Emma enfrentam disputas e brigas, esperanças e oportunidades perdidas, risos e lágrimas. E, conforme o verdadeiro significado desse dia crucial é desvendado, eles precisam acertar contas com a essência do amor e da própria vida.

Minha opinião:

Dex e Em, Em e Dex.    
Vou sair um pouco do convencional e fazer dessa resenha um quase desabafo, bem emocional, porque é assim que o livro me deixou: emocional. É o tipo de livro que além de ser um passatempo e ter uma história linda, traz uma mensagem importante e te faz refletir sobre várias coisas, sobre a vida.
Um dia é o livro que te faz pensar sobre o rumo da sua vida. Te faz pensar sobre todas as oportunidades perdidas, e sobre destino e amizade e amor. Mas acima de tudo sobre medo. Medo de se abrir, medo de tomar uma atitude, medo de estar errado e não dar certo, medo de dizer o que realmente sente. Um livro que te faz repensar tudo e querer fazer tudo valer à pena. Viver cada dia como se fosse o último.   

“Você é linda, sua velha rabugenta, e se eu pudesse te dar só um presente para o resto de sua vida seria este. Confiança. Seria o presente da Confiança. Ou isso ou uma vela perfumada.”

Emma e Dexter se conheceram em 14 de julho de 88 após a formatura, na qual passaram uma noite juntos, apenas isso, junto, abraçados e conversando. Mas o que era pra ser apenas uma comemoração os tocou mais profundamente do que se pode pensar, ou admitir. Eles tiveram uma amizade de anos, se tornaram confidentes, inseparáveis.

Os anos passam e o romance nos mostra flashes da vida de ambos, sempre narrando o dia 15 de julho de cada ano. A vida de ambos não tomou o rumo esperado, e eles se sentem ainda muito perdidos, e durante essa trajetória se comunicam através de cartas e telefonemas e alguns encontros ocasionais nos quais contam suas histórias e desabafam suas frustrações. As viagens e festas de Dexter e a luta no trabalho de Emma. Com todas as suas diferenças eles construíram uma amizade insubstituível que só quando lhes é tirada percebem o quanto sentem falta um do outro. Aos poucos eles constroem um amor que não tem como não ver, embora eles não admitam um ao outro e deixam o tempo passar sem realmente aproveitar e só quando é quase tarde demais eles se dão conta do que tem.         

Durante a narrativa entramos profundamente nas vidas de Emma e Dexter, suas angústias, suas frustrações, seus sonhos, suas realizações e seus sentimentos. Eles nos fazem rir em um momento pra poder chorar no outro.      

“Eles falavam muito pouco do que sentiam um pelo outro: não havia necessidade de frases bonitas e pequenas atenções entre amigos tão experientes.”


O livro nos traz muitos questionamentos sobre a vida de Dex e Em, e sobre nossas próprias vidas. Será que poderia ter sido diferente? Tantos desencontros, perda de oportunidades. Toda vez que menciono a história tenho vontade de chorar e digo a mim mesma que quero aproveitar o máximo da vida e fazer tudo que eu tiver vontade.

O modo como o romance é narrado faz-nos identificar com eles. A perspectiva do futuro, a vida ‘real’, o que fazer de agora em diante, qual carreira seguir, se vamos casar e ter família, se vamos ficar sozinho e em meio a tudo isso tem o nosso medo de admitir os sentimentos até pra nós mesmos. Alguns ainda passam por aquela ‘compulsão’ de jovem de querer se divertir, aproveitar a vida sem realmente se importar e ter responsabilidades etc.     

“Emma franziu o cenho, meneou a cabeça e abraçou-o mais uma vez, apoiando a cabeça no ombro dele, soltando um grunhido quase raivoso.  
- O que foi? – ele perguntou.   
- Nada. Ah, nada. É que… – Olhou para ele. – Eu achei que finalmente tinha me livrado de você. - Acho que você não vai conseguir fazer isso – respondeu Dexter.”


É um romance muito real, com personagens que poderiam ser nós, ou algum amigo, ou familiar, alguém com certeza já passou por essa experiência. Pessoas que buscam algo em comum: Ser feliz, mesmo quando essa felicidade ta do nosso lado e nos recusamos a vê-la.

Realmente nos faz pensar em tudo que podemos ter se tomarmos uma atitude e não deixarmos as coisas pra depois. Faz-nos pensar que não deveríamos esperar tanto, pois um dia pode ser tarde demais.         

Dex e Em, Em e Dex.        
Vinte anos.  
Duas pessoas.        
Um dia.




Larissa Gaigher

Esse post faz parte do TOP COMENTARISTA ESPECIAL Agosto de Setembro!
10

[Resenha] Crepúsculo - Livro de anotações da diretora - Catherine Hardwicke - Intrínseca

Oi gente! Quem acompanha o blog sabe que eu amo Crepúsculo né? Hahaha
Bom, hoje trago uma resenha de um livro que eu gostei bastante, mas, recomendo somente para os fãs.

Sinopse:
Foi Catherine Hardwicke a diretora que conduziu a bem-sucedida adaptação cinematográfica de Crepúsculo, o primeiro livro da série fenômeno de Stephenie Meyer. Ao longo da produção do filme, em 2008, Catherine reuniu material fotográfico, rascunhos, storyboards e muitas histórias boas — tudo isso está publicado agora no Brasil em Crepúsculo: Livro de anotações da diretora. Por meio da vasta coleção reunida e organizada de maneira bem pessoal, Catherine mostra como funcionou o processo criativo que transportou o livro para as telas de cinema. Do roteiro à edição final, incluindo a pesquisa das locações, a escolha dos atores e dos figurinos, a construção das cenas mais importantes, os efeitos visuais e o desenvolvimento da trilha sonora, ela mostra, etapa a etapa, como o filme tomou forma, e ainda comenta curiosidades imperdíveis dos bastidores: Robert Pattinson, por exemplo, teve que dormir no sofá da casa de sua agente quando viajou para fazer o teste para o papel de Edward. A pele falsa usada na maquiagem da cena da mordida de Bella era simplesmente queijo derretido no micro-ondas! E a campina mágica de Bella e Edward? Bem, o lugar é, na verdade, um bom e velho campo de golfe...

Minha opinião:
O livro é lindo, capa dura, pequenininho, um mimo! Menos de 200 páginas, e com muitas fotos e curiosidades e eu adorei.




Catherine Hardwicke nos prestigia desde quando tudo começou até os mínimos detalhes de toda a saga, por isso que desde o começo da resenha disse que o livro era para os fãs.

Tem muitos detalhes como coisas que pelo menos eu não me liguei, quando a Victoria usa a camiseta do cara que ela matou... O pescador, ele está com uma camiseta normal, verde e depois mostra ela correndo com uma camiseta, ela já está vestida, é a mesma camiseta do pescador, mas ela está toda rasgada, toda fashion como a Victoria e é a mesma coisa com o James, ele também pega a jaqueta do pescador e a usa... Eu realmente não reparo nesses detalhes.

Também temos com detalhes a trilha sonora, como ela foi escolhida e até o rabisco da música do Paramore com a letra da cantora mesmo e acredito que esses detalhes nos fazem ficar mais pertinho de tudo e como só li o livro agora, me bateu uma mega saudade e eu quero assistir de novo!

Sobre a casa dos Cullens também é interessante ler como eles decoraram, como surgiu a idéia, até mesmo dos diplomas e os meros detalhes, a casa da Bella, realmente tudo bem explicado.

Então o livro todo é isso, muitas curiosidades, muitas coisas que você só vai perceber depois que assistir ao filme... rs

Deixo aqui minha super recomendação, só não irei dar 5 estrelas porque eu acho que o livro deveria ter 500 páginas!


Eunice Ely

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5

Resenha: A Culpa é das Estrelas - John Green - @intrinseca

Oi gente! Eu não poderia deixar de ler A culpa é das estrelas, pois esse foi um dos livros mais falados de 2013, e bem ou mal eu também queria ler e pude tirar minhas próprias conclusões.

Sinopse: A culpa é das estrelas narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas. Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A culpa é das estrelas é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar. 
Minha opinião: A Renata já tinha resenhado o livro aqui no blog e quem quiser conferir a resenha dela é só clicar AQUI.

O livro conta a história da Hazel, uma adolescente de 17 anos que tem câncer e de Augustus que também tem, eles se encontram no grupo de apoio e formam um história cativante, triste e bonita. 

O livro é muito bom mesmo! Os personagens são ótimos e fizeram muito bem a história do Sr. Green, eu gostei! Augustus simplesmente mexeu comigo, pois era um garoto com idade mental de 60 anos e Hazel também, fora eles que eram os principais, não tem como esquecer dos pais da Hazel e do pai dela que me cortava o coração toda vez que aparecia na história. Outra pessoa que se destacou bem na história e que me fez rir e chorar foi o Isaac, que me fez rir e chorar tudo ao mesmo tempo. 

“Há dias, muitos deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado. Eu queria mais números do que provavelmente vou ter.”

Tenho que admitir que se eu não tivesse lido Como eu era antes de você com certeza A culpa é das estrelas teria sido o livro mais emocionante do ano passado, porém... Sou obrigada a dar quatro estrelas. A história é bem construída, os personagens são ótimos, uma pitada de humor irônico e alguns momentos que me proporcionaram alegria e tristeza, uma mesclagem ideal.

Se eu indico o livro? Claro que sim, depois desse, fui obrigada a comprar todos os livros do John Green que estão enfileirados na minha parte favorita da estante, esperando para serem lidos o mais rápido possível.

“Você me deu uma eternidade dentro dos nossos dias numerados, e sou muito grata por isso.”

Hazel gosta de um livro e o seu autor é o Van Houten, infelizmente o livro não existe, mas eu fiquei curiosa para ler e tenho que admitir que eu tive vontade de trucidar o Van Houten! Personagem chatinho!

Bom gente, mais ou menos isso. Recomendo a todos que gostam de drama.



Eunice Ely
10

Precisamos falar sobre o Kevin - Lionel Shriver - @intrinseca


Sinopse: Lionel Shriver realiza uma espécie de genealogia do assassínio ao criar na ficção uma chacina similar a tantas provocadas por jovens em escolas americanas. Aos 15 anos, o personagem Kevin mata 11 pessoas, entre colegas no colégio e familiares. Enquanto ele cumpre pena, a mãe Eva amarga a monstruosidade do filho. Entre culpa e solidão, ela apenas sobrevive. A vida normal se esvai no escândalo, no pagamento dos advogados, nos olhares sociais tortos.
Transposto o primeiro estágio da perplexidade, um ano e oito meses depois, ela dá início a uma correspondência com o marido, único interlocutor capaz de entender a tragédia, apesar de ausente. Cada carta é uma ode e uma desconstrução do amor. Não sobra uma só emoção inaudita no relato da mulher de ascendência armênia, até então uma bem-sucedida autora de guias de viagem. Cada interstício do histórico familiar é flagrado: o casal se apaixona; ele quer filhos, ela não. Kevin é um menino entediado e cruel empenhado em aterrorizar babás e vizinhos. Eva tenta cumprir mecanicamente os ritos maternos, até que nasce uma filha realmente querida. A essa altura, as relações familiares já estão viciadas. Contudo, é à mãe que resta a tarefa de visitar o "sociopata inatingível" que ela gerou, numa casa de correção para menores. Orgulhoso da fama de bandido notório, ele não a recebe bem de início, mas ela insiste nos encontros quinzenais. Por meio de Eva, Lionel Shriver quebra o silêncio que costuma se impor após esse tipo de drama e expõe o indizível sobre as frágeis nuances das relações entre pais e filhos num romance irretocável.

Minha opinião: Dos meus 412 livros lidos, como marca no meu Skoob, esse foi um dos melhores livros que já li, senão o melhor!

Eva, mãe de Kevin, contam através de cartas para o marido quem é o Kevin, seu filho sociopata, que acaba matando 11 pessoas! Eva nunca quis ter filhos, mas acaba "tentando" fazer um papel de mãe, mas logo percebe que o seu filho não é tão normal assim. Quando Eva decide ter um filho, seu marido Franklin adora a ideia e tudo leva a ser uma história feliz, porém, desde o inicio Eva percebe alguns atos de seu filho que acha estranho.

"Quando parei de me revirar para por o casaco, ele disse: "você pode enganar os vizinhos, os guardas, Jesus e a sua mãe gagá com essas visitas de mãe boazinha, mas a mim você não engana. Continue com isso, se quer uma estrela dourada. Mas não precisa arrastar a bunda até aqui por minha causa. " Depois acrescentou: "Porque eu odeio você. "

Kevin é assustador e muito MUITO inteligente, teve partes do livro que me lembrou o livro "A profecia" onde o garoto é o filho do demônio e em outras me lembrou o filme "Anjo Malvado" com Macaulay Culkin, mas "Anjo Malvado" é muito pouco para Kevin. Acho que talvez o que mais me assustou mesmo foi a inteligencia, o modo como falava com as pessoas aos 4 anos de idade e como demonstrava as suas idéias.

Não acho que o livro possa agradar a todos, pois o livro é para um tipo de leitor, quem está acostumado com um romance e não gosta dessas coisas, acho que não vai dormir mais... rs

O livro é ficção, mas a todo momento lembra os adolescentes que matam os amigos da escola, como "Tiros em Columbine", e talvez seja isso que me deixou impressionada.

Já ouvi muita gente dizer que o livro é lento, que a autora pecou nisso, mas por incrível que pareça, acho que realmente essas histórias me interessam demais, eu gostei do começo ao fim, mas se um dia você começar a ler e o livro tiver monótomo, continue, pois não vai se arrepender.

Como eu já disse em muitas resenhas minha, não tenho o habito de ler as sinopses dos livros, pelo menos inteira, então li só um pedacinho e quis o livro, hoje quando estava lendo a sinopse completa, vi que tem muitos spoilers, coisas que enquanto eu ia lendo eu ficava "Não acredito!" "Meu Deus!" e acho que isso tornou a leitura mais proveitosa ainda.

"Quando Rose me disse que houvera uma agressão perversa na escola de Kevin e que havia um temor de que alguns alunos tivessem morrido, eu me preocupei com o bem-estar dele. Nem por um segundo imaginei que o criminoso fosse o nosso filho."

Pensei que o final não fosse me surpreender, pois como todo mundo sabe, Kevin mata 11 pessoas. Mas o final é surpreendente! Nunca li um livro tão perfeito, cheio de maldades, de dor, de amargura, lutei para que Kevin se tornasse uma boa pessoa, lutei para que ele parasse com suas maldades de criança, mas infelizmente deu no que deu, o final arrasa nossos corações mais um pouco.

Li o livro em 3 dias e nesses três dias, quando eu parava de ler, ficava com o coração apertado, mas com vontade de voltar a leitura e entrar na cabeça de Kevin, de Eva e de Franklin. Se tiverem a oportunidade de ler, leiam, mas não esperem uma leitura para acalentar o coração.

O livro tem 2 capas, e eu adorei as duas e tem o filme também que você pode conferir aqui embaixo.
  


Trailer



Nota máxima ao livro.


Bjs!



Eunice Ely
6

Resenha: Como eu era antes de você – Jojo Moyes - @intrinseca


Sinopse: Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Além disso, trabalha como garçonete num café, um emprego que ela adora e que, apesar de não pagar muito, ajuda nas despesas. E namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe. 
Quando o café fecha as portas, Lou se vê obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, a ex-garçonete consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto e planeja dar um fim ao seu sofrimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.

Minha opinião: Não sei nem como começar a resenhar um livro que me emocionou do começo ao fim. Um livro que eu gostei tanto, pois tenho certeza que vão faltar palavras ou talvez eu use as palavras erradas para expressar o que senti lendo “Como eu era antes de você”. Eu demorei quase uma semana para começar a resenhar esse livro, me doeu o coração e não consegui conter minhas lágrimas na frente de ninguém.

O livro conta a história de Louisa Clark, uma jovem de 26 anos, despretensiosa, que tem uma vida pacata, um namorado, um emprego em uma cafeteria e pronto, apenas isso e está feliz sem nenhum sonho ou algo similar.

Tudo muda quando a cafeteria em que trabalha é fechada e Louisa precisa arranjar outro emprego, pois em sua casa a situação está um pouco precária. Louisa arranja um emprego de seis meses que paga muito bem... qual o emprego? Ser cuidadora de um cadeirante de 35 anos chamado Will e aí todo o sentido de tudo que imaginou que era VIDA muda completamente.

Personagens elaborados magnificamente, história empolgante que me fez pensar e repensar se estou no caminho certo ou se estou fazendo apenas o que devia para viver.

A família de Louise é uma família simples, com problemas como todas as famílias e problemas financeiros também. A mãe sempre devota ao lar, o pai trabalhador, a irmã é mãe solteira... E a família do Will é diferente, Will é rico, tetraplégico, os pais não se comunicam muito bem, a irmã sem entender ou tentar entender a realidade dos problemas.Tudo isso forma o enredo de “Como eu era antes de você”. Ah, também não posso esquecer do namorado de Louisa que esqueci o nome, mas que era um chato, metido, que vive pensando em esporte e não me agradou nem uma virgula, e no enfermeiro de Will que foi um dos que eu gostei bastante também.

“As vezes Clark, você é a única que me dá vontade de levantar da cama”.

Will tem um humor irônico que eu adoro, e quem lê as minhas resenhas sabe que eu sempre falo isso de livros similares.

Antes de resenhar, eu li algumas resenhas e em algumas achei algumas frases como:

* Estou de coração partido
* Existe vida após “Como eu era antes de você”?
* Depressão pós livro

Enfim, acho que a maioria sentiu o que eu senti e pra dizer a verdade nenhuma resenha que eu fizer eu vou conseguir expressar tudo o que senti, sei que alguns vão dizer que é exagero da minha parte, mas acredito que tem livros que lemos na hora certa. E "Como eu era antes de você" me pegou desprevenida, e eu simplesmente amei tudo, desde a capa, os personagens, a história, a construção de toda a história.

“Sei que essa não é uma história de amor como outra qualquer. Sei que há motivos para eu nem dizer isso. Mas eu amo você. De verdade.”

A única coisa que não me agradou foi o final, eu teria escrito um final bem melhor... kkkkk. 

Recomendo esse livro para qualquer um, para quem gosta de drama é um prato cheio, e tenho certeza que mesmo para quem não gosta irá se deliciar com esse livro. Sei que a resenha não ficou como eu queria, pois como já disse, não tenho palavras para descreve-lo.

Enquanto eu lia o livro ouvi algumas músicas que não saíram da cabeça:

* When I was your man – Bruno Mraz
* Angel – Sarah Mclachlan
* Just give me a reason – Pink
* Ride – Lana Del Rey
* I won’t give up – Jason Mraz
  

Amei, amei, amei e com certeza vou ler todos os livros de Jojo Moyes! Ah e falando nisso estava pesquisando sobre esse livro dela e algumas pessoas disseram que ela escreveu o livro em 4 horas. o.O

Eunice Ely

18

Resenha: A Culpa é das Estrelas - John Green


Sinopse:

Em A Culpa é das Estrelas, Hazel é uma paciente terminal de 16 anos que tem câncer desde os 13. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.

Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A culpa é das estrelas é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar.

Minha Opinião:

Primeiramente tenho que dizer como é difícil resenhar este livro, pois não sei ao certo o que dizer sobre ele. 

O livro conta a história de Hazel uma garota de 16 anos diagnosticada desde os 13 com câncer, um tipo de câncer que não tem cura, a unica coisa que tem é equipamentos e remédios que a ajudam a sobreviver, porem sem saber se vai ser por muito ou pouco tempo.

Eu gostei muito da personagem principal e da maneira como ela encara a doença (na maior parte do tempo), porem tem algumas atitudes dela que eu discordo, principalmente por achar que o câncer é um efeito colateral e por não pensar em um futuro para si mesma. 

O livro começa nos mostrando como é a rotina de Hazel, ela fica em casa na maior parte do tempo, com sua mãe que não trabalha mais para cuidar dela e com seu pai que é o mais presente possível. Uma vez por semana, ela vai a contra gosto a terapia em grupo, la se encontra com varias pessoas com tipos e estágios variados da doença, e é em um desses encontros que ela conhece o Augustus (mais conhecido como Gus), o personagem em si é muito bem construído, ele vê de uma forma parecida e ao mesmo tempo diferente a doença. 

O amor que começa a surgir entre ambos é comovente, principalmente pelo jeito que ele acontece e se desenrola, ja que Hazel não quer embarcar nesse romance achando que ela é uma bomba prestes a explodir.

O autor conta a história dos personagens de uma forma gostosa de ler, mas também de uma forma verdadeira, sem nos poupar dos detalhes da doença, como a depressão, medo, os sintomas (vômitos, desmaios, entre outros) que geralmente ficam de lado nesse tipo de livro.

Gostei também do elo que acaba juntando os dois personagens principais, o livro na verdade que os uni, pois Hazel tem um livro de cabeceira onde o autor não escreve o final e assim Gus tenta fazer de tudo para conseguir dar um final a esse livro e dar uma alegria para ela (o que eu achei super fofo * *).

Os personagens secundários também são bem desenvolvidos, destacando o Isaac que tem uma historia que gostaria que fosse mais aprofundada num livro só dele, ele tem um câncer na vista, que o cega e é nesse momento que ele é abandonado por sua namorada, aquela que sempre dizia que os dois iam viver para "sempre" juntos. Esse personagem me cativou muito por sua força e determinação, é claro que ele não é uma muralha, que se deprime, e isso foi o que mais gostei, pois tornou o personagem mais próximo e humano.

Gostei muito dos pais da Hazel e de como eles lidaram com a sua doença, a mãe se dedica totalmente a ela, mas no final, vemos que ela tem uma visão ampla da doença e que não vive só em função dela, assim como o pai da Hazel faz, ele vive sua vida e tenta ao máximo aproveitar cada segundo que tem com a Hazel, não por que ela pode morrer a qualquer momento, mas porque cada momento com ela é especial, independente se vai ser o ultimo ou não.

Não vou falar mais do livro, pois senão vou acabar falando demais, mas acho que um enredo tão bom, podia ter sido explorado só um pouquinho mais, e o final não foi exatamente do jeito que eu queria, porem ja esperava por isso, desde a metade do livro e achei que o John Green foi bem coerente no fim.

Recomendo a leitura a todos, não foi o que eu esperava, pois as expectativas estavam enormes, porem o livro é muito bom, pode não ter sido maravilhoso pra mim, mas concerteza pode ser para você. 

Se você quer se emocionar e ler uma historia que é comovente e vai te levar a refletir sobre sua vida, leia A Culpa é das Estrelas que você refletira sobre tudo que é importante para você.

"- As vezes as pessoas não tem noção das promessas que estão fazendo no momento em que as fazem.  - falei.
O Isaac me lançou um olhar ferino.
- Tá, tem razão. Mas você cumpre a promessa mesmo assim. Amar é isso. Amar é cumprir a promessa mesmo assim.  Você não acredita em amor verdadeiro?." Pag. 61

Adorei a cena abaixo: 

"Subimos lentamente na cama, minha liberdade um pouco limitada pelo oxigênio, mas mesmo assim consegui ficar por cima dele e tirar sua camisa. Senti o gosto do suor na pele abaixo da clavícula enquanto sussurrava, a boca encostada nele:
- Algustus Waters, eu te amo.
Seu corpo relaxou debaixo do meu quando ele me ouviu dizer aquilo. Ele esticou o braço e tentou tirar a minha camiseta, mas ela acabou enrolando no tubo. Eu ri. " Pag. 188


Renata Sara